Câmara Municipal de Ponta Porã


Família de Arnaldo Rafael realiza protesto nos 100 dias de sua morte


Publicado em: 19-09-2015


Familiares e amigos do jovem Arnaldo Rafael Mendes Espindola fizeram um protesto pacífico na noite de sexta-feira, 18 de setembro, para pedir justiça no acidente de trânsito em que tirou a vida rapaz no dia 9 de junho deste ano.

Arnaldo Rafael seguia na Rua Calógeras por volta das 19h juntamente com o amigo Jean Marcos, abordo de uma motocicleta, quando foram atropelados pelo condutor do veiculo VW Saveiro, que fugiu sem prestar socorro as vítimas. Rafael e Jean foram socorridos e levados para o Hospital Regional, mas devido ao forte impacto, Rafael não resistiu e faleceu.

Desde então a família luta de todas as maneiras para conseguir justiça e que o caso não caia no esquecimento, já que o condutor fugiu do flagrante e foi condenado por homicídio culposo e lesão corporal culposa, que quer dizer quando não há intenção de matar e responde pelo crime em liberdade.

Durante o protesto pacífico foram distribuídos cerca de 10 mil panfletos, instalados banners e colado adesivos nos carros que passaram pelas ruas centrais de Ponta Porã. Segundo o pai de Arnaldo Rafael, senhor Artemio Artêmio Betfuer Espindola a ideia é que a população se conscientize para que acidentes como esse não aconteçam novamente e para pedir justiça no caso de Rafael.

Em entrevista ao site Repórter MS, Artêmio Betfuer Espindola disse “ainda estou perplexo em saber como as coisas funcionam em relação à justiça no Brasil para crimes de transito, Já se passaram três meses da morte do meu filho Rafael e ainda não consigo respostas que possam diminuir a dor que sinto. Imaginava que quando se noticiava nos jornais casos semelhantes, no meu pensamento era apenas uma noticia a mais ou um filme triste de famílias em busca de explicações, claro que escorria algumas lágrimas e nada mais poderia fazer, mais logo terminava meu sofrimento ao ver outra noticia que se apresentava”.

O pai do jovem também disse que “agora sei que não é somente um filme triste ou sofrimento alheio e sei que não vai mais acabar como das outras vezes, por tudo isso sinto que fui condenado pela Justiça do Brasil a se arrastar atrás de autoridades por dias, meses e quem sabe anos e anos, talvez quem saiba não terei a chance de ver a condenação prisional do autor que tirou a vida do meu filho”.

Senhor Artemio completou dizendo ao site que “É muito triste escutar de todos, as mesmas coisas sempre, essa é a lei brasileira, e que todos tem direito de defesa. Poderia ter meu filho esse direito de Defesa a vida e infelizmente o autor Oseias Barros Ferreira já decretou o fim dessa história e condenou a todos nós, pela resto de nossas vidas. Por outro lado temos que fazer mais movimentos em pedido de mudanças da Lei de transito, nossos deputados Federais e Senadores precisam abrir os olhos para a população de Ponta Porã que esta abandonada em projetos de melhorias, é só transitar pela cidade qualquer um notara o descaso e a falta de planejamento, principalmente nos bairros de nossa cidade, afirma Artemio Givago, pai da vitima”.

 


Fonte:  Assessoria CMPP


Fotos:  Assessoria CMPP